segunda-feira, 3 de outubro de 2016

23 milionários se elegem prefeitos de grandes cidades no 1º turno

23 milionários se elegem prefeitos de grandes cidades no 1º turno

Os 5 prefeitos eleitos mais ricos
Mais da metade das maiores cidades brasileiras que definiram o vencedor no 1º turno serão governadas por prefeitos milionários.

Segundo levantamento do G1, dos 37 prefeitos já eleitos para cidades com mais de 200 mil eleitores, 23 declararam ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) patrimônio de R$ 1 milhão ou mais -- o Brasil tem 92 cidades com população nessa casa.

O prefeito mais rico da lista é Vittorio Medioli (PHS), de Betim (MG), que declarou bens no valor total de R$ 352.572.936,23. Em seguida vêm o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), com R$ 179.765.700,69, e o prefeito de Salvador (BA) ACM Neto (DEM), com R$ 27.886.721,62.

Além de São Paulo e Salvador, Natal e João Pessoa são as outras capitais com prefeitos milionários. Já os prefeitos de Rio Branco, Teresina e Boa Vista têm patrimônio abaixo de R$ 500 mil.

Os estados com mais milionários entre os prefeitos eleitos para as maiores cidades brasileiras são São Paulo e Minas Gerais. Onze dos 23 são de municípios paulistas e quatro, de cidades mineiras.

O partido com mais prefeitos milionários da lista é o PSDB, com dez dos 23.

2º turno
O número de prefeitos com patrimônio maior que R$ 1 milhão certamente aumentará quando as urnas forem abertas para apurar o 2º turno.

Das 55 cidades em que haverá votação em 30 de outubro, 30 possuem, pelo menos, um milionário na disputa. Os mais endinheirados ainda na disputa são Udo Dohler (PMDB), em Joinville (SC), com R$ 11.375.509,62; Dr. Hildon (PSDB), em Porto Velho (RO), com R$ 11.261.219,90; Raul (PV), em Bauru (SP), com R$ 5.501.714,06; e Sidnei Rocha (PSDB), em Franca (SP), com R$ 4.731.357,23.

Em seis dessas cidades, os candidatos ainda no páreo pela cadeira de prefeito são dois milionários. Ou seja, com certeza, ao fim da eleição, serão, pelo menos, 29 os prefeitos com patrimônio superior a R$ 1 milhão.

Se todos os milionários na disputa se elegerem, o Brasil terá 59 -- ou seja, mais da metade --, de suas grandes cidades governadas por donos de contas bancárias com valores superiores a seis zeros.


Por Flávia Mantovani e Helton Simões Gomes

A HORA DA VERDADE!

Fonte: GLOBO
Fonte: GLOBO
Acabei de publicar um texto celebrando o duro golpe que Lula e seu PT sofreram nas urnas neste domingo, o que pode representar quase a morte política da quadrilha disfarçada de “partido”. Mas nem tudo é festa. Ao menos não para os moradores da minha “cidade maravilhosa”. O Rio, para não variar, resolveu envergonhar o país, comprovar uma vez mais como vota mal, como gosta de dar tiro no pé, incapaz de aprender com os próprios erros.
Cheguei a ser sarcástico em minha página do Facebook, como desabafo, e escrevi assim que saiu a pesquisa de boca de urna: “Parabéns a todos os cariocas que rejeitaram o conceito de voto útil e dividiram as chances de quem poderia efetivamente ir para o segundo turno derrotar o bispo da Universal. Vocês demonstraram toda a sua pureza! E agora, como resultado, teremos Crivella ou o socialista Freixo, ao que tudo indica. Carioca é otário?”
Pergunta retórica, eu sei. Carioca se acha malandro, mas acaba sempre dando um jeito de provar que excesso de malandragem é mesmo estupidez. Logo depois da postagem, quando ficou claro que o resultado seria esse mesmo, desabafei uma vez mais, subindo o tom contra meus conterrâneos:
A “cidade maravilhosa” terá de escolher, agora, entre o bispo da Universal que apoiava o PT e o socialista defensor de black blocs (e também do PT). Enquanto isso, SP terá João Dória como prefeito, um empresário de sucesso. Vou mudar o título do meu livro de “Brasileiro é otário?” para “Carioca é otário!”, sem interrogação, com exclamação mesmo. Ao menos vou ver a desgraça de longe…
Não é espírito de porco, mas apenas a constatação de que ter saído do Rio, ainda que temporariamente, foi a decisão acertada. Se o Brasil cansa, como costumo repetir e até virou capítulo do meu livro, o Rio cansa em dobro! É uma turma idiota grande demais, a capital da malandragem, do esquerdismo “descolado”, do endeusamento do estado, dos artistas engajados, dos maconheiros lesados, dos “professores” marxistas. Tudo aquilo que tem no país todo, mas que tem mais ainda no Rio, que encontra solo fértil para se desenvolver por lá.
Um amigo meu resumiu bem a coisa: “O carioca é ingênuo, politicamente infantil.  Somando Bolsonaro, Osório, Índio e Carmen, os conservadores são maioria. Foi o que vimos 13/3 na Praia de Copacabana. Só que não sabemos nos articular politicamente. Eles sabem. Concentraram no Freixo, os demais partidos não chegaram a 5%”. Exato: a esquerda foi mais esperta, enquanto os anticomunistas se dividiram e deixaram Marcelo Freixo ir para o segundo turno.
A partir de agora, qualquer carioca com algum resquício de bom senso precisa defender o bispo da Universal. Eis a situação em que o próprio eleitor do Rio se colocou. É assustador! Mas não tem outro jeito. Como já está circulando pelas redes sociais, “o Rio de Janeiro vive um grande dilema a partir de agora: dar o dízimo ou dar a bunda”. Grosseria à parte, e olha que tentei suavizar no final, o recado é claro: ou “viramos” todos crentes ou seremos “empalados” pelos socialistas.
Freixo não ganha votos na periferia pobre, mas nos bairros de classe média como Laranjeiras ou de classe alta como Leblon. É o candidato dos “revolucionários mimados”, dos jovens “estudantes” que gostam de cuspir no “sistema” enquanto a mamãe paga a mesada em dia e troca o iPhone. É o candidato dos “bichos grilos” que não gostam muito de tomar banho nem de trabalhar. É o candidato dos artistas engajados, que se sentem defensores do povo enquanto aplaudem ditaduras e governos nefastos que só aumentam a miséria. É o candidato dos “psis” que amam Zizek e não entendem nada de nada, mas adoram uma verborragia pseudointelectual.
Como disse um leitor: se a escolha é entre o bispo da Universal e o comunista Freixo para o segundo turno, sou Crivella desde Garotinho! A brincadeira com o nome daquele que já governou o Rio e está ao lado de Crivella é boa, mas chega a embrulhar o estômago. Numa eleição que tinha Flavio Bolsonaro como candidato, Osório, Índio da Costa, as pessoas decentes terão de escolher Crivella e Garotinho, para não fechar com o comuna, para não jogar o Rio direto nas mãos dos black blocs!
Desabafei ainda mais no meu canal: Um lado pior meu, aquele mais vingativo, repete que ao menos esses IMBECIS dos eleitores do Freixo, da esquerda caviar, jovens mimados, psis idiotas, artistas engajados e “intelectuais” dementes, merecem viver sob uma cidade “governada” por um socialista mesmo, merecem que o Rio de transforme numa Caracas. Mas o outro lado, melhor, pensa em todas as vítimas inocentes desses débeis mentais, desses crápulas, e fala mais alto, torcendo para que o pior não aconteça, mesmo que isso signifique essa cambada bancando os eternos rebeldes purinhos contra o “sistema”…
Já vimos o que essa esquerda jurássica é capaz de fazer em nível nacional, com o PT, mas parece que não foi suficiente para o carioca aprender. Por isso não dá para torcer para o pior só para o povo acordar: já deveria ter acordado com o lulopetismo, caramba! Se os cariocas não acordaram nem com isso, não acordam nunca mais, são eternos sonâmbulos, um povo iludido cuja desgraça é autoinfligida.
Pergunta: se o socialista Freixo for prefeito do Rio, a black bloc Sininho será a chefe da Guarda Municipal? Será que os eleitores de Freixo, que confundem filme de ficção com realidade, sabem que o candidato banca advogado para os vândalos mascarados que depredam tudo, que chegaram a matar um cinegrafista inocente? Será que “pensam”, como Greg, que os black blocs que Freixo defende são apenas “garotos espinhentos”, e não fascistas em gestação?
Será que essas bestas têm a mais vaga noção do que o partido de Freixo prega? E não estamos falando de um PMDB da vida, um verdadeiro saco de gatos sem ideologia alguma, mas sim de um partido coeso, pequeno, aglutinado por causa de sua ideologia socialista, fundado até por terrorista, que tenta resgatar os cacos petistas para remontar o quebra-cabeça do Foro de São Paulo. O PSOL de Freixo defende abertamente o regime de Maduro na Venezuela, for Christ sake!
Seus eleitores acham que ele não é um radical, que nem é comunista, socialista, que isso sequer existe mais. É muita alienação mesmo. Vários esquerdinhas estão atacando Crivella por sua ligação com a Universal, mas esquecem que Freixo tem uma seita ainda pior. Estão deixando de lado a seita bem mais fanática do socialismo: são os devotos mais tapados que já vi na vida, os mais dogmáticos e incapazes de autocrítica ou reflexão sincera. A cada novo retumbante fracasso de alguma experiência socialista, esses fanáticos concluem que é preciso tentar uma vez mais!
Esse texto não é uma tentativa de persuadir ninguém, até porque ficou claro como isso é missão quase impossível no primeiro turno. Cheguei a defender o voto útil e a migração dos votos de Índio e Osório para Bolsonaro, mas o preconceito com o sobrenome falou mais alto, mesmo quando vários fizeram o teste do GLOBO e viram que havia convergência de propostas entre tais candidatos, e que o Flavio era aquele com maiores chances de vencer. Não engolem um Bolsonaro? Foram enganados pela mídia, que fala em “extrema-direita”? Então vão ter de engolir um Crivella agora para não digerir a extrema-esquerda, seus otários!
O tom é de desabafo mesmo: às vezes preciso adotá-lo como medida medicinal para acalmar meus ânimos. O Rio me fez mal, mesmo à distância. É muita insistência nos erros, o que não é mais ignorância, mas burrice mesmo. Se brasileiro é otário, eis uma questão que continua em aberto; mas que carioca parece bem otário, isso não resta muita dúvida. Basta ver a escolha que terá de ser feita agora: Crivella ou Freixo. Que dureza! O Galeão nem fica parecendo uma alternativa ruim, não é mesmo?

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Putin ressuscita KGB>

Vladimir Putin ressuscita KGB e envia sinal às elites russas

Lisboa   - O presidente Vladimir Putin estará a preparar a reestruturação das agências de segurança russas de forma a criar um único superorganismo. Este será batizado com o nome da antiga polícia secreta de Estaline - Ministério para a Segurança do Estado (ou MGB como é conhecido) - com os analistas a falarem no renascer do velho KGB, onde o próprio Putin trabalhou entre 1975 e a dissolução, em 1991, após a queda da União Soviética.
Fonte:DN
Segundo as informações do jornal Kommersant (que não foram negadas oficialmente), o plano de Putin passa por juntar o Serviço Federal de Segurança (FSB, herdeiro do KGB para os assuntos internos) ao Serviço de Inteligência Externo (SVR) e ao Serviço Federal de Proteção (FSO, responsável pela proteção dos dirigentes russos, incluindo do presidente). O MGB não incluirá contudo a Guarda Nacional, uma força de 400 mil membros criada no início deste ano por Putin e que responde diretamente às suas ordens.
O historiador e jornalista José Milhazes, que viveu durante quatro décadas em Moscovo, disse ao DN que a criação do novo superorganismo "é um sinal de Putin para as elites russas: ou obedecem ou a qualquer momento poderão ser alvo de represálias". Nas parlamentares deste mês, o partido Rússia Unida de Putin renovou a maioria na Duma. "A nível de bases, ele tem tudo controlado. As eleições mostraram isso. A chamada oposição extraparlamentar foi completamente esmagada e não houve sequer qualquer tipo de manifestação como houve em 2011", acrescentou.
Segundo Milhazes, "não obstante as eleições alegadamente lhe darem grandes vitórias, o presidente sabe que esses números não correspondem à realidade. E daí que mais vale prevenir do que remediar, tanto mais que Putin é daqueles que acredita que no exterior da Rússia há forças interessadas e a trabalhar para o derrubar". E defendeu que "o objetivo deste reforço dos órgãos de segurança é prevenir qualquer tentativa de provocar desordens ou outro tipo de confusões na Rússia".
Já Lívia Franco, professora e investigadora residente no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, disse que "há uma razão política para a criação deste superministério" e para a "centralização" dos poderes. "Passa por uma menor fiscalização e um menor controlo horizontal entre os diferentes organismos, já que ter os vários serviços de informação e de segurança divididos, num cenário de normalidade democrática, faz com que exista fiscalização mútua", afirmou ao DN. "Por outro lado, a centralização permite um maior controlo vertical. É muito mais fácil ao poder político controlar uma instituição em vez de controlar várias agências", referiu.
Herança estalinista
A nova agência recupera o nome da antiga polícia secreta de Estaline, MGB, que atuou entre 1943 e 1953 (ano da morte do líder soviético), e que daria lugar depois ao KGB. Este não tinha o objetivo de proteger os interesses do país e dos seus cidadãos, mas proteger o regime e quem quer que estivesse no Kremlin, sendo dividido em várias agências após a queda da União Soviética.
"Essa agência do estalinismo era um dos instrumentos mais importantes da repressão interna, por isso tem uma carga simbólica muito pesada", lembrou Lívia Franco. "Se antes de podermos usar esse instrumento, ele pela sua designação e carga simbólica já dissuadir certos comportamentos, melhor ainda. Do ponto de vista da eficiência, é sempre melhor não fazer nada", acrescentou a professora da Universidade Católica. "O nome MGB é psicológico. Faz parte da tática de criação de um ambiente de receio e de medo, que já começou há vários anos na Rússia, sendo uma forma de fazer lembrar aos russos os piores tempos do estalinismo. Lembrar-lhes não, fazer com que não se esqueçam", indicou Milhazes.

Em 2004, Putin disse que "não existe isso de um ex-agente do KGB". Desde que está no Kremlin, o presidente colocou vários antigos membros do KGB em posições chave em instituições estatais e empresas. Além disso, devolveu poderes ao FSB (que chegou a liderar antes de ir para a presidência) e fez várias tentativas de reformar e controlar a agência. "Na noite de 18 para 19 de setembro [após as parlamentares e ter sido revelado o plano para criar o MGB], o país passou do autoritarismo ao totalitarismo", escreveu o ex-deputado liberal Gennady Gudkov no Facebook.

Cenas de Santo em 'Velho Chico' emocionam o público; reveja

Cenas de Santo em 'Velho Chico' emocionam o público; reveja

Equipe, autores e direção homenageiam Domingos Montagner e espectadores elogiam solução para manter o personagem na reta final da trama
A solução encontrada para manter Santo dos Anjos na reta final de Velho Chico emocionou os telespectadores e prestou uma bela homanagem ao seu intérprete, Domingos Montagner. Por meio de um belo trabalho em equipe, o personagem permanece na trama através do seu olhar, o que vai permitir com que a obra seja finalizada como gostaria o grande ator. Isso aconteceu desde a primeira cena do capítulo desta segunda-feira, 26/9, onde a nova linguagem arrepiou o público de maneira sensível. A decisão de manter Santo na história partiu de uma conversa entre o autor, direção e a equipe, tudo acordado com a família do intérprete.
Domingos Montagner em 'Velho Chico' (Foto: Inácio Moraes / Gshow)O olhar de Santo no casamento de Olívia e Miguel emociona os telespectadores (Foto: Inácio Moraes / Gshow)
"Essa nova linguagem com uma câmera em seu lugar deixou as cenas com muita luz. Foi muito duro e difícil para todos, mas nós nos unimos. As pessoas estão muito próximas umas das outras, prestando solidariedade e força para levar o trabalho adiante com a mesma alegria que Domingos levou. Sentimos muito sua presença e energia. Temos a impressão de que ele faz parte de nós e está presente conosco – queira o destino que para sempre", pontua o autor da novela, Bruno Luperi, que se emociona diariamente com o privilégio de terminar de contar esta história.

Selma Egrei comenta homenagem a Domingos Montagner em 'Velho Chico': 'É difícil, mas muito bonito'
A emoção transcedeu a tela da TV e emocionou o público, que foi só elogios às sensíveis cenas do casamento de Olívia (Giullia Buscacio) e Miguel (Gabriel Leone). "Conseguimos canalizar e encontrar uma maneira de nos despedir de Santo, mesmo que não tenhamos tido a chance de nos despedir do Domingos. Se os atores, os amigos e a equipe não puderam dar um último abraço nele, Bento (Irandhir Santos) e Tereza (Camila Pitanga), por exemplo, vão poder", avalia o autor.
Família e amigos de Olívia e Miguel comemoram com o casal (Foto: Inácio Moraes/ Gshow)Por meio do seu olhar, Santo pode estar presente no casamento de Olívia e Miguel (Foto: Inácio Moraes/ Gshow)
E esses momentos de pura sensibilidade foram elogiados pelos espectadores. O internauta @lucaslelisampa comentou: "O que falar da cena da Visão do Santo representando o ator em cena? É incrível e emocionante.". E @eujordancostaTo fez coro: "Sem palavras, essas cenas sob o olhar de Santo, parabéns à equipe, essa ideia foi sensacional!"
A cumplicidade dos irmãos dos Anjos e a emoção de Santo ao se deparar com sua filha vestida de noiva também foram muito elogiados. @polythenemi disse: "Eu vou ali chorar depois de ouvir a voz do Santo com sua filha". E @larigabi elogiou a solução adotada pela trama: "Que cena emocionante Brasil. Lindo o jeito que encontraram...a câmera sendo o olhar de Santo #VelhoChico". Reveja as cenas:

Miguel pede a mão de Olívia a Santo
Olívia e Miguel provocam comoção ao anunciar gravidez
Tereza e Santo comemoram gravidez de Olívia e Miguel
Luzia propõe que Santo volte a morar na fazenda com Tereza
Piedade presenteia Miguel e Olívia com sua aliança e a de Belmiro
Santo se emociona ao ver Olívia vestida de noiva
Miguel e Olívia se casam
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